Uma autêntica "estrada da morte" é como a Liga dos Bombeiros Portugueses define o IP3.  Reclama, por isso, "medidas urgentes e concretas" para reduzir os níveis de sinistralidade rodoviária neste itinerário principal que vai de Coimbra a Viseu. A situação é, denuncia, "insustentável". 

[São necessárias medidas] que permitam diminuir, senão anular, os índices de sinistralidade que se mantêm lamentavelmente e há muito tempo".

Ainda ontem, segunda-feira, mais um acidente, entre Santa Comba Dão e Tondela, originou um morto e seis feridos.

Os corpos de bombeiros que prestam socorro ao longo deste itinerário concluem "só ser possível diminuir a sinistralidade com o necessário investimento na própria via e nas condições de circulação", lê-se no comunicado da instituição presidida por Jaime Soares. 

Realça também que os utentes do IP3 e as populações locais "merecem muito mais do que está feito e ao Estado cabe a responsabilidade de garantir isso".

O IP3 tem um traçado sinuoso, subidas e descidas muito pronunciadas, e trânsito intenso. De Viseu têm chegado inúmeras críticas de que também não há manutenção.

A Liga dos Bombeiros promete "denunciar a situação até que se altere aquele estado de coisas, bem comparável também ao que ocorre diariamente na EN 125, no Algarve, e saúda os bombeiros que, perante tanta adversidade, continuam a lutar" na prestação de socorro às vítimas dos acidentes.