A PSP apresentou a terceira edição do programa «Estou Aqui!», que consiste na distribuição de pulseiras gratuitas para ajudar os pais e educadores a localizar crianças perdidas durante o verão.

A Polícia de Segurança Pública estima distribuir, este ano, 30 mil pulseiras, que podem ser adquiridas a partir de terça-feira nas esquadras da PSP de todo o país, sendo a ativação do pedido feito através do site do programa, com o preenchimento de uma base de dados.

O porta-voz da PSP, subintendente Paulo Flor, disse à agência Lusa que a pulseira é ativada em minutos e a validade termina a 30 de setembro.

Este ano, as pulseiras podem ser utilizadas por crianças estrangeiras que visitam Portugal e por filhos de portugueses que façam férias em países da União Europeia, adiantou Paulo Flor, sublinhando que há 27 Estados-membros que têm uma ligação direta ao 112, número europeu de emergência.

A pulseira, destinada a crianças entre os dois e os nove anos, pode também ser usada por crianças que pertencem a escolas, campos de férias e instituições.

Segundo a PSP, o programa «visa facilitar e agilizar a localização dos educadores ou pais de crianças perdidas no período de verão».

Cada pulseira «é única», sendo atribuída a cada uma um número diferente que, apesar de ser percetível, só pode ser lido pela PSP, através da base de dados.

Em caso de desaparecimento da criança e através de uma chamada para o 112, serão acionados os mecanismos necessários de comunicação com as forças de segurança, que enviarão para o local do desaparecimento da criança uma patrulha policial.

Paralelamente, ao longo deste processo, que se pretende o «mais célere possível», a PSP agilizará, através da força de segurança envolvida, o contacto com o responsável pela criança perdida, de acordo com os registos fornecidos no ato de adesão e ativação da pulseira, segundo a Polícia.

Em 2013, 25.000 crianças usaram esta pulseira, distribuída gratuitamente pela PSP.

O porta-voz da PSP adiantou que, no ano passado, duas crianças com a pulseira perderam-se dos pais no Algarve e Costa de Caparica, tendo sido as duas situações resolvidas.