Mais de noventa alunos e professores ficaram esta segunda-feira retidos ao largo do porto de Calais, em França, devido a uma greve de estivadores.

O ferry que transportava um dos autocarros do grupo de alunos conseguiu acostar no porto de Calais ao início da noite, mas a outra embarcação - onde seguiam os restantes estudantes - teve de regressar a Dover, em Inglaterra, onde os estudantes deverão continuar a viagem até França, ainda esta noite, "através do Eurotúnel", disse à Lusa a professora Glória Leite.

"Disseram-nos que havia uma greve que tinha a ver com a venda de uma companhia de ferries e que as rampas estavam bloqueadas pelas carrinhas dos grevistas. As negociações para entrar no porto foram muito difíceis. Fomos o primeiro ferry a ficar impedir de entrar no porto", acrescentou a subdiretora do agrupamento de escolas José Estêvão em Aveiro.


Glória Leite acrescentou que o seu grupo de 46 alunos embarcou no ferry às 12:50 e que chegou a Calais cerca de uma hora e meia depois, mas teve que esperar até às 21:40 para poder atracar no cais. A mesma sorte não teve o restante grupo de 45 alunos, a bordo de outro ferry, que teve de regressar ao porto de Dover, para tentar seguir viagem de comboio para França, esta noite, através do Canal da Mancha.

A visita de estudo, iniciada a 22 de junho, contemplou Paris, Londres e continua amanhã no parque temático Futuroscope, em Poitiers, estando o regresso a Aveiro marcado para quarta-feira.

"Tem sido uma aventura e esta foi mais outra. Foi uma boa aprendizagem para a nossa paciência, uma aventura sem consequências de maior. Para nós tirou-nos o descanso, agora queríamos que o grupo se juntasse todo", concluiu a professora.


Os trabalhadores da companhia MyFerryLink começaram a impedir a entrada dos barcos no porto de Calais ao início da tarde por se oporem ao fim de contratos de afretamento da sua empresa com o grupo Eurotúnel, o qual rubricou novos contratos com uma companhia dinamarquesa.