Estela Lapa, desempregada aos 51 anos, e com 189 euros do Imposto sobre Imóveis para pagar até ao final de novembro, decidiu apresentar um documento à Câmara de Portimão em que se oferece para pagar o valor em falta com trabalho a favor da comunidade.

Sem dinheiro e com tempo livre, esta foi a solução encontrada para resolver o problema do IMI, referente ao apartamento em que vive, um T1 em Portimão.
 
Em entrevista à TVI precisa,  «um trabalho qualquer que a câmara precisasse que seja executado, temos tanta gente a reclamar de rotundas que estão mal-tratadas, de quiosques que estão feios, 'n' situações que precisavam realmente de uma ajuda, e é nesse sentido que eu estou a propor o meu trabalho».
 
O requerimento de Estela deu entrada na Câmara de Portimão há cerca de uma semana e ainda não obteve qualquer resposta. Fonte da autarquia explicou à TVI que apesar do IMI ser um imposto municipal, a câmara não tem autonomia para decidir sobre as formas de pagamento de um valor que é cobrado pelas finanças. 

«O problema está em não haver quem possa validar o documento, aprová-lo, acho estranho porque da mesma forma como as leis são impostas também deveria haver alguém que aceite as soluções», acrescenta.
 
De acordo com a autoridade tributária, o pagamento do Imposto Municipal sobre Imóveis através de serviços em prol da comunidade não está previsto, seja qual for a situação do requerente.

Entretanto, este caso sensibilizou um agricultor de Almeirim, que já se ofereceu para liquidar o IMI. Mais uma vez, Estela promete compensá-lo com trabalho.