A Universidade Nova de Lisboa (UNL) deverá passar a fundação pública em Janeiro de 2017. A previsão é feita pelo reitor da universidade, António Rendas, que desta forma vai conseguir mais autonomia na gestão de recursos humanos e financeiros.

Quando a alteração se concretizar passam a existir, em Portugal, cinco universidades com estatuto de fundação. A Nova soma-se à Universidade do Porto, à Universidade de Aveiro, ao ISCTE - Instituto Universitário e à Universidade do Minho.

Segundo António Rendas o processo de passagem a fundação está praticamente concluído. A universidade formalizou o interesse na transição em outubro de 2015, em dezembro foi autorizado a avançar pelo Governo e, entre janeiro e abril deste ano, realizaram-se mais de 20 reuniões com estudantes, professores, investigadores e pessoal não docente.

Até ao final do mês deverão estar concluídos todos os debates previstos e o reitor da UNL garante que “a perspetiva geral da Universidade (perante a mudança para Fundação) é positiva”.

António Rendas acredita que a decisão final, que será tomada em setembro pelo Conselho Geral da Universidade, será favorável e que em janeiro de 2017 a Universidade passará a Fundação.

Na prática, a mudança não irá alterar o dia-a-dia dos estudantes, mas deverá traduzir-se numa melhoria das condições de trabalho, já que haverá “mais autonomia para tomar decisões mais rápidas”, lembra.

O reitor dá exemplos concretos tais como os investigadores terem acesso ao que precisam de forma muito mais célere, “sem depender tanto das folhas excell”, ou ser mais fácil contratar pessoas.

Com o estatuto de Fundação, “é muito mais fácil ir buscar um português que está no estrangeiro e trazê-lo para Portugal”, sublinha.

Quanto aos direitos laborais dos funcionários, António Rendas garante que ninguém vai perder regalias: os atuais funcionários mantêm os direitos que tinham e as novas contratações serão feitas em regime privado.

A passagem a Fundação significará ainda vantagens na gestão do património imobiliário.

António Rendas lembra que a totalidade do valor da alienação de qualquer bem passará integralmente para a Fundação, enquanto até agora grande parte dos lucros revertiam para o Estado.

Neste momento, disse, está em avaliação a requalificação do campus da Nova, a permuta de terrenos, entre os quais a alienação do espaço atualmente ocupado pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas (FCSH), em frente à Fundação Calouste Gulbenkian.