A esmagadora maioria das pessoas vítimas de tráfico identificadas nos Estados-membros da União Europeia entre 2010 e 2012 eram do sexo feminino (80%) e a principal forma de exploração foi a sexual (69%). Do total, 27 das vítimas são de origem portuguesa.

Os dados são da Comissão Europeia e foram divulgados esta sexta-feira, com base num estudo que mostra que, nesse período, foram registadas 30.146 pessoas vítimas de tráfico nos 28 Estados membros, das quais 67% eram mulheres, 17% homens, 13% raparigas e 03% rapazes, o que significa 80% são do sexo feminino.

Por outro lado, 45% das vítimas tinha mais de 25 anos, 36% tinham idades entre os 18 e os 24, 17% entre 12 e 17 anos e 02% entre os 0 e os 11.

A exploração sexual é a principal causa de tráfico (69% das pessoas foram vítimas), seguindo-se a exploração laboral (19%) e 12% dos traficados tiveram outros fins, como a remoção de órgãos para transplante e outras atividades criminosas como a venda de crianças. A quase totalidade das mulheres traficadas acabam a ser exploradas sexualmente (95%), enquanto a maioria das vítimas da exploração laboral são homens (71%).

No que respeita a outras formas de exploração, como a mendicidade, 52% das vítimas eram do sexo feminino e 38% do masculino.

O estudo – elaborado com dados recolhidos pelos 28 Estados-membros – regista ainda que a maioria das vítimas registadas é originária da União Europeia (UE), com a Roménia e a Bulgária à cabeça da lista. Mas Portugal também entra, com 27 vítimas.

A Nigéria, Brasil, China, Vietname e Rússia são os países fora da UE de onde foram originárias a maioria das vítimas de tráfico. Há, ainda, 6.101 romenos, a maior parte na Holanda (9) e no Reino Unido (7). Em relação às pessoas traficadas com origem brasileira – num total de 530 -, 294 foram identificadas em Espanha e 165 em França, não tendo havido qualquer ocorrência reportada por Portugal no triénio em causa.