A EMEL, a empresa municipal que fiscaliza o trânsito em Lisboa, enviou para casa de um homem uma coima por estacionamento indevido.

O auto, passado a 24 de março, chegou às mãos não do visado mas do filho, e é aqui que se levantam duas questões: o pai havia falecido há um ano e nunca teve carro.

Segundo conta o «Correio da Manhã», o filho contactou a EMEL sem resposta, mas ao «CM», a EMEL também deu duas hipóteses para o erro: ou a transcrição da matrícula foi mal feita ou o veículo circulava com uma matrícula falsa. Ora, o falecido, que morava em Santarém, só teve uma motorizada e daquelas com «matrícula amarela», como declarou o filho, que pediu o anonimato ao «CM».

Cabe agora à Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária, com jurisdição sob a EMEL, perceber e resolver este imbróglio, embora as relações públicas da empresa municipal tenham decidido anular o auto de ocorrência por causa da «estranheza da situação».