A esperança média de vida aumentou mais de uma década desde 1980, mas as pessoas também vivem mais tempo com doenças, revela um estudo publicado precisamente esta quinta-feira pela revista The Lancet.

Os últimos dados do INE, do final de setembro, indicam que a esperança de vida à nascença e aos 65 anos aumentou em Portugal:  situa-se, respetivamente, nos 80,41 anos e nos 19,19 anos, para o total da população.

Outra das conclusões do estudo agora conhecido é que sete em cada dez mortes resultam de doenças não transmissíveis.

A investigação resulta de uma parceria com o Instituto para a Métrica e a Avaliação da Saúde (IHME), que pretende ser a fonte de estatísticas sobre saúde mais credível do mundo, para servir como ferramenta para os países, organizações não-governamentais e outros parceiros, na definição de políticas de saúde, como escrevem os autores no editorial da edição da revista.

O estudo sobre o Peso Global da Doença, Lesões e Fatores de Risco (GBD, na sigla em inglês) analisa 249 causas de morte, 315 doenças e lesões e 79 fatores de risco em 79 países e territórios entre 1990 e 2015.

Estiveram envolvidos neste trabalho 1870 especialistas independentes em 127 países.