O caso é grave e o alerta vem nesse sentido. Os cientistas advertem que a sexta extinção em massa da vida na Terra está a acontecer mais rapidamente do que se pensava. Equivale mesmo a uma "aniquilação biológica" da vida selvagem do planeta, segundo o estudo da Universidade de Stanford publicado pela PNAS, a academia de ciências norte-americana. Leões e girafas, por exemplo, estão em perigo.

Os dados estatísticos falam por si: 30% dos animais com espinha dorsal - peixe, aves, anfíbios, répteis e mamíferos - estão em declínio, tanto em alcance, como em população.

Não é para menos, já que os mamíferos perderam pelo menos um terço do seu habitat original. Mais: 40% deles - entre eles rinocerontes, orangotangos, gorilas e grandes felinos - sobrevivem com 20% ou menos da terra que seria desejável.

A perda de biodiversidade está a aumentar bastante. Várias espécies de mamíferos que "eram relativamente seguras há uma ou duas décadas estão agora em perigo”. Entre elas, estão os guepardos, os leões e as girafas.

Esta extinção em massa é, segundo os cientistas, a sexta vez que ocorre desde o tempo dos dinossauros. Atualmente, em média, duas espécies de vertebrados desaparecem todos os anos. O ritmo é assustador. Metade dos animais que já partilharam, em tempos, o planeta com os humanos, já não existem.  

Uma erosão maciça da maior diversidade biológica na história da Terra", lê-se no estudo, citado pela AFP.

Os humanos estão a apropriar-se do habitat dos animais, estão a comê-los em demasia, estão a poluir o ambiente e a criar doenças. Depois, as alterações climáticas – que também têm muita mão humana – podem vir a agravar ainda mais o cenário nas próximas décadas. Os ursos polares são dos primeiros afetados.

São as regiões tropicais que têm assistido ao maior número de espécies em declínio.