Para perceber como é que os lagartos reagiam às mudanças de temperatura, os cientistas colocaram a espécie de lagartos, conhecida como “Zootoca vivipara”, num espaço fechado, com uma temperatura de dois graus Celsius acima da atual.

A alteração do ambiente fez com que os reptéis mais jovens crescessem mais rapidamente e, além disso, começassem o processo de reprodução mais cedo que o habitual. Porém, as temperaturas mais altas tiveram efeitos negativos nos lagartos adultos: provocaram a morte precoce dos répteis. Segundo o estudo citado pela AFP, pode estar em risco a sobrevivência desta espécie no prazo de duas décadas.

 “O aumento da mortalidade adulta levaria a taxas de crescimento populacional menores e, por fim, à rápida extinção da população em cerca de 20 anos".

Os investigadores observaram como é que as fêmeas adultas reagiam a temperaturas mais quentes e notaram que, ao contrário do que acontece normalmente, elas tinham duas reproduções durante o verão. Esta mudança de hábitos “pode ajudar na adaptação das populações para climas mais quentes ao longo do tempo", segundo Elvire Bestion, investigador associado na Universidade Britain's Exeter.