O presidente da empresa para a qual trabalhavam os dois portugueses, pai e filho, arrastados por uma onda no porto de Malpica, em Espanha, disse, esta quarta-feira que não esperavam tempo tão mau durante a manhã.

Guillermo Beceiro, presidente da Bardera Obras Civiles y Marítimas, disse à Agência Lusa que se esperava apenas que o temporal chegasse durante a tarde.

«Estávamos avisados da alerta, mas só esperávamos este tempo mau à tarde. O pessoal estava avisado», disse, contactado pela Lusa no porto de Malpica, onde está a acompanhar as operações de busca de um dos trabalhadores ainda desaparecido.

«Foi um golpe de mar. Ninguém pensou que isto poderia acontecer. A onda saltou um dique de mais de 15 metros onde os trabalhadores estavam, a instalar cofragem na parte interior do dique», afirmou.

Questionado sobre como decorrem as operações de busca, Beceiro precisou que «não há que perder a esperança», apesar de reconhecer que «o mar está muito picado» e que as operações «são muito difíceis».

«Está aqui um helicóptero e uma lancha que estão a rastrear a zona. Não há que perder a esperança», afirmou.

O empresário disse desconhecer o local de origem dos portugueses, precisando que o pai, desaparecido, e o filho, hospitalizado com ferimentos ligeiros, estavam na Galiza «há algum tempo».

«É gente que estava aqui instalada e que talvez uma ou duas vezes por mês iam ver a sua família a Portugal», disse, explicando que a empresa está a tentar, através do trabalhador ferido, contactar a família e ajudar a trazê-la a Espanha.

Entretanto, os Portos da Galiza anunciaram já a abertura de uma investigação, tanto à empresa, como à obra, para perceber como ocorreu o acidente.