O Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) fez estas quinta-feira buscas a escritórios de contabilidade, em Almada, e constituiu arguido um contabilistas suspeito de elaborar e vender contratos fraudulentos a imigrantes para facilitar a legalização no país.

Em comunicado enviado à Lusa, o SEF adianta que executou  quatro mandados de busca, dois dos quais em escritórios de contabilidade, e apreendeu computadores, carimbos de diversas empresas e volumosa documentação.

Na sequência das buscas foi constituído arguido o contabilista, que é suspeito de «elaborar e vender contratos fraudulentos a imigrantes com a finalidade de facilitar a sua regularização documental junto do SEF», refere aquele serviço de segurança.

Segundo o SEF, a operação decorreu no concelho de Almada, distrito de Setúbal, no âmbito de um inquérito criminal cuja investigação está em curso e teve por objetivo juntar aos autos «prova material da prática dos crimes de auxílio à imigração ilegal, abuso de confiança e falsificação ou contrafação de documentos».

Na origem da investigação esteve a constatação de que um elevado número de cidadãos estrangeiros estava a tentar regularizar a sua situação em Portugal através do recurso a documentação de «teor falso, designadamente contratos de trabalho, que se veio a constatar serem fraudulentamente emitidos pelo contabilista agora alvo das buscas», indica a nota.

O SEF refere ainda que, ao longo da investigação, foram recolhidos vários depoimentos que indiciaram os escritórios de contabilidade e o seu responsável, que, «a troco de elevadas quantias em dinheiro, se dedica à prática de procuradoria ilícita e à venda de toda a documentação necessária para que os cidadãos estrangeiros regularizem a sua situação em Portugal».