A Câmara de Sintra aprovou o funcionamento dos refeitórios escolares nos jardins-de-infância e escolas do primeiro ciclo, durante as férias da Páscoa, para os alunos carenciados e familiares diretos de todos os níveis de ensino no concelho.

O vice-presidente da câmara, Rui Pereira (PS), propôs ao executivo municipal o funcionamento dos refeitórios escolares durante a pausa letiva entre 07 e 21 de abril. Segundo o autarca, durante as férias existe um número considerável de alunos que frequentam programas de ocupação de tempos livres.

Além de garantir refeições a estes alunos, a proposta aponta para a necessidade de continuar a prestar apoio aos alunos carenciados, mantendo as condições do período letivo.

A autarquia, no anterior período de férias do Natal, alargou o acesso aos refeitórios dos familiares diretos de crianças carenciadas, a preços reduzidos.

De acordo com a proposta, aprovada por maioria na última reunião privada do executivo, serão fornecidas refeições nas cantinas das escolas primárias e jardins-de-infância do concelho «a alunos dos estabelecimentos de educação pré-escolar e do ensino básico e secundário da rede pública de Sintra, seus irmãos e encarregados de educação».

Segundo uma nota da câmara divulgada hoje, os interessados devem inscrever-se nas escolas até 04 de abril.

As refeições são gratuitas para os alunos abrangidos pelo escalão A da Ação Social Escolar (ASE) e custam 0,73 euros para os do escalão B. Os restantes alunos pagam 1,46 euros e os adultos 1,50 euros.

«O programa também pretende ser uma oportunidade para os pais, independentemente de serem carenciados ou não, se envolverem mais na vida escolar dos filhos», explicou à Lusa Rui Pereira.

O autarca responsável pela Educação justificou o pagamento de 1,5 euros pelos encarregados de educação dos alunos devido ao facto de alguns não se enquadrarem na categoria de carenciados.

Os refeitórios escolares serviram, nas férias do Natal, cerca de 500 refeições a utentes externos aos estabelecimentos de ensino.

Os eleitos do movimento Sintrenses com Marco Almeida abstiveram-se na votação da proposta por defenderem que os familiares dos alunos carenciados também não deviam pagar as refeições.