Notícia atualizada às 11:32

Centenas de alunos e encarregados de educação colocaram esta manhã um lenço verde na entrada da Escola Secundária do Marco de Canaveses para impedir o início das aulas e protestar contra as obras paradas há quase dois anos. De acordo com a associação de pais, o lenço verde no portão principal é um gesto simbólico que pretende demonstrar que os pais e alunos ainda têm esperança que o problema se vai resolver.

As obras de remodelação da escola pararam no final de 2012, por dificuldades financeiras do empreiteiro, quando só estava concluída uma das três fases da intervenção. Desde então, as atividades letivas decorreram repartidas pelas partes nova e velha da escola, com a direção do estabelecimento a denunciar publicamente as condições precárias de trabalho e até de segurança.

Em Rio de Moinhos, concelho de Aljustrel, cerca de uma centena de pessoas, entre elas 12 crianças, protestaram contra o fecho da escola de 1.º Ciclo do Ensino Básico, o que consideram uma «injustiça».

Promovido pela população da aldeia, o protesto, no dia em que começa o novo ano letivo, começou cerca das 09:00 em frente ao edifício da escola com a concentração dos populares, entoando palavras de ordem como «queremos a escola aberta», «queremos a nossa escola» e «queremos aqui as nossas crianças».

As 13 crianças do 1.º Ciclo de Rio de Moinhos faltaram às aulas na escola de destino, o Centro Escolar Vipasca, na sede de concelho, Aljustrel, a cerca de quatro quilómetros de distância.

População e autarcas locais consideraram esta segunda-feira que o encerramento do complexo escolar de Monsanto, Idanha-a-Nova, é «um ato de traição» por parte do Governo.

«Queremos a nossa escola aberta» e que «façam aos filhos deles o que querem fazer aos nossos» foram algumas das palavras de ordem que ecoaram junto à entrada do complexo escolar de Monsanto (Idanha-a-Nova, distrito de Castelo Branco), durante um protesto agendado para assinalar o arranque do ano letivo.

Em declarações à agência Lusa, Paulo Monteiro, presidente da União de Freguesias de Monsanto e Idanha-a-Velha, disse que o encerramento do complexo escolar «é um ato de traição do Governo».

O presidente da Câmara de Idanha-a-Nova, Armindo Jacinto, garantiu que a autarquia vai contratar um professor para o Complexo Escolar de Monsanto, para que as crianças não percam as atividades letivas. «A câmara decidiu, em conjunto com os pais dos alunos, contratar já um professor para as crianças não perderem as suas atividades letivas», disse Armindo Jacinto à agência Lusa.

Os pais dos alunos da Escola Básica do 1.º ciclo do Vidigal, no concelho de Leiria, fecharam o estabelecimento de ensino com um cadeado, como forma de protesto contra a falta de segurança. O presidente da associação de pais, Paulo Medeiros, explicou que a tomada de posição é um alerta para um problema que já se arrasta «há cerca de cinco anos».

Em Erada, na Covilhã, os pais dos alunos de primeiro ciclo levaram os filhos para a escola daquela localidade, apesar de esta se encontrar encerrada, decisão que contestam e sobre a qual dizem não ter informação oficial. «Estamos aqui por duas razões: primeiro, porque estamos contra o encerramento da escola e, depois, porque ninguém nos disse para onde deveríamos levar as crianças», disse, em declarações à agência Lusa, Marta Martins, mãe de uma das crianças.

Dezenas de pais de alunos do Centro Escolar de Gandarela, Celorico de Basto, impediram, esta manhã, o início das aulas por discordarem de turmas com alunos de anos diferentes.

Em Figueira de Lorvão, Penacova, os pais e encarregados de educação de alunos da Escola Básica boicotaram a abertura do ano escolar em protesto contra o incumprimento da lei no enquadramento de crianças com necessidades específicas.