Cerca de 30 crianças da escola Pedro de Santarém, em Lisboa, ficaram esta segunda-feira sem o almoço habitual devido a um problema informático que impediu os pais de fazerem a marcação das refeições.

«Entre 20 a 30 crianças não tiveram hoje o prato completo, mas ninguém ficou sem comer. Estas crianças comeram sopa e fruta», disse à Lusa Manuel Esperança, diretor do agrupamento de Benfica, ao qual pertence a Escola Pedro de Santarém.

A direção decidiu começar a aplicar no início das aulas do 2.º período, que começou esta segunda-feira, o sistema de cartões pré-pagos de refeições ao pré-escolar, tal como já acontecia no 1.º ciclo.

No entanto, o sistema esteve inacessível e os pais não conseguiram durante o fim de semana fazer as marcações das refeições e hoje algumas crianças não tiveram direito à refeição tradicional composta por sopa, prato e sobremesa.

Segundo Manuel Esperança, a escola tem de ter as confirmações de almoços até às 10:00, hora a que informa a empresa que fornece as refeições. No entanto, «tivemos um azar com o sistema informático, que só ficou resolvido às 12:00. Foi uma situação que aconteceu e não devia ter acontecido», reconheceu o responsável.

Carla Gonçalves, mãe de dois alunos da escola, contou à Lusa que esteve esta manhã na secretaria da escola para tentar carregar o cartão com senhas de almoço, mas não conseguiu.

«Quando lá estive nem me avisaram que os miúdos ficariam sem almoçar», criticou a mãe de uma criança de três anos que frequenta o infantário e de outra de oito anos, do 1.º ciclo, acrescentando que os funcionários terão recebido ordens do diretor do agrupamento para proceder dessa forma.

Carla Gonçalves criticou, ainda, o facto de só ter sido avisada cerca das 13:00 que os seus filhos tinham ficado sem almoçar, altura em que já não poderia encontrar uma solução.

De acordo com esta mãe, foi-lhe também dito que só na quinta-feira poderia fazer o carregamento do cartão de refeições e que até lá os alunos não poderiam almoçar como habitualmente.

Confrontado com estas acusações, Manuel Esperança garantiu nunca ter dado essas ordens e assegurou que nenhuma criança iria ficar sem comer.