As aulas na Escola Secundária Artística António Arroio, em Lisboa, ainda não começaram e não há previsão de quando tal poderá acontecer, disse à Lusa o diretor daquele estabelecimento de ensino.

De acordo com Rui Madeira, a data de início do ano letivo na António Arroio está «dependente da colocação» dos 53 professores de Técnicas Especiais em falta, 20 a aguardar pelo processo de vinculação e 33 para contratação/oferta de escola, que só poderá decorrer após aquela vinculação.

Rui Madeira explicou que, «para poder cumprir o ano letivo», a escola necessita de ter 165 professores.

O período de início do ano letivo 2014-2015 determinado pelo Ministério da Educação e Ciência foi entre 11 e 15 de setembro.

Num comunicado publicado no site da escola a 11 de setembro, o diretor apontava 22 de setembro (segunda-feira) como a data desejável para começarem as aulas.

Este ano, a António Arroio, que leciona os 10.º, 11.º e 12.º anos do ensino secundário na vertente artística, tem 1.270 alunos distribuídos por 49 turmas.

O diretor adiantou que hoje, pelas 18:00, vai reunir-se com os encarregados de educação.

Além dos problemas com a falta de professores, o ensino na António Arroio está ¿condicionado em termos de espaço¿, já que as obras da Parque Escolar foram suspensas há dois anos.

«Com muito esforço desenvolve-se trabalho numa escola que acolhe os alunos do 12.º ano durante 42 horas por semana», referiu, lembrando que esta «não é uma escola de bairro», já que acolhe alunos de toda a Área Metropolitana de Lisboa, mas onde também há alunos do Algarve e dos arquipélagos dos Açores e da Madeira.

Sindicatos e responsáveis de escolas tinham alertado na semana passada que as escolas de ensino artístico especializado e os conservatórios públicos não iniciaram as aulas porque só na segunda-feira (dia 15) receberam a autorização para contratar as centenas de professores necessários ainda por colocar.

Às escolas secundárias de ensino artístico especializado de Lisboa e Porto (António Arroio e Soares dos Reis, respetivamente) e aos conservatórios de música e dança públicos só na segunda-feira chegou, já perto das 20:00, a autorização para lançar um concurso de contratação para as necessidades desses estabelecimentos, denunciou na altura a Federação Nacional de Professores (Fenprof).

Na segunda-feira, o Ministério da Educação anunciou que as escolas do ensino artístico e conservatórios já têm ocupadas 71 vagas de professores, tendo algumas ficado por preencher por falta de candidatos que cumprissem os requisitos.

Citando a Direção Geral dos Estabelecimentos Escolares (DGAE) o Ministério, em comunicado, explica que as 71 vagas preenchidas referem-se às listas de colocação, não colocação e exclusão dos concursos externos extraordinários das escolas do ensino artístico especializado de música, dos Conservatórios de Coimbra, Lisboa e Porto, e também da Escola de Dança do Conservatório de Lisboa e do Instituto Gregoriano de Lisboa.