A escola EB2,3 Francisco Sanches de Braga foi novamente palco, pela segunda vez num mês, de uma agressão, desta vez a um vigilante que levou, segunda-feira, uma cabeçada dada pelo tio de um aluno, disse esta terça-feira à Lusa fonte escolar, escreve a Lusa.

Segundo a fonte, o vigilante ficou a sangrar abundantemente, já que a cabeçada lhe provocou um golpe na testa e obrigou a tratamento hospitalar, para suturar a ferida.

Sangue no chão

«Havia sangue no chão da escola», afirmou uma fonte do estabelecimento de ensino que pediu o anonimato. A Lusa contactou o Conselho Directivo da Escola mas não conseguiu obter uma reacção ao incidente.

Uma outra fonte disse que o alegado agressor, um homem já identificado, terá tentado entrar, ao final da tarde, na escola, para «pedir satisfações» acerca de uma medida disciplinar aplicada ao aluno e com a qual não concordava.

O vigilante terá estado na origem da medida, o que terá sido a causa da agressão.

Nove vigilantes agredidos em 2009

Os responsáveis da Associação Nacional de Vigilantes anunciaram, sábado, em Braga, durante o Congresso da organização que em 2009 haviam já tinham sido agredidos nove vigilantes.

O caso vai, agora, ser participado à Direcção Regional de Educação do Norte (DREN) e ao Ministério da Educação, bem como à PSP.

Professor substituído

Em 10 de Fevereiro, um outro tio de um aluno agrediu um professor da mesma escola que teve de ser assistido a diversas escoriações provocadas pela agressão, vindo a descobrir-se que tem uma costela partida com perfuração do pulmão. A vítima, um professor de Inglês, não tem trabalhado e foi mesmo substituído temporariamente.

Dias depois, os responsáveis escolares foram confrontados com uma outra tentativa de agressão: um membro do estabelecimento de ensino garantiu que o caso se deu depois de uma professora ter chamado a mãe de um aluno para lhe comunicar o seu alegado mau comportamento nas aulas.

A mãe terá, então, dado duas bofetadas ao filho, em plena escola, o que o terá enraivecido levando-o a querer entrar na sala de professores para bater na docente, tendo chegado a ameaçá-la.