
Os ativistas do coletivo Es.Col.A, que voltaram a ver a escola da Fontinha ser entaipada, decidiram, em assembleia-geral, manter ativos os grupos de trabalho, fazendo as atividades ao ar livre.
De acordo com a Lusa, a maioria dos ativistas concordaram que «uma nova invasão da escola não seria, para já, uma boa solução» e decidiram continuar o trabalho, «mesmo que para isso tivessem que ir para a rua».
«Mesmo desalojados, nós não vamos desistir das nossas atividades. Vamos continuar a fazer o nosso trabalho e vamos fazê-lo no Largo da Fontinha e, mais para a frente, vamos ver se existe mais algum edifício que nós possamos ocupar», explicou Marco, um membro do coletivo Es.Col.A.
Na assembleia, que também se realizou no meio do largo, com cerca de uma centena de ativistas, ficou ainda definida a realização de nova reunião, marcada para o próximo sábado, às 18:30.
O coletivo da Es.Col.A garantiu ainda que vai estar presente na assembleia-geral da Câmara do Porto, que se vai realizar no próximo dia 30 de abril.
«É preciso pensar tudo muito bem. E a deslocação das nossas atividades para a rua tem que ser pensada de acordo com os moradores da Fontinha. Mas, neste momento, nova ocupação da escola não é, de facto, uma boa solução. É mais importante que façamos pressão para perceber qual é o projeto que a Câmara tem para a escola e tentar arranjar uma solução para o nosso», explicou à agência Lusa, Ana Afonso, membro do projeto Es.Col.A.
No ar ficaram ainda outras propostas, que acabaram por não ser votadas, mas que serão novamente abordadas na próxima assembleia, como a possibilidade de cada membro do projeto Es.Col.A comprar um tijolo e colocá-los em frente a casa do presidente da Câmara do Porto, Rui Rio.