Por: tvi24 / MM | 8- 4- 2011 19: 52
O Instituto Educativo de Souselas (Coimbra) anunciou, esta sexta-feira, que tem salários em atraso e que não vai poder
pagar as remunerações de Abril, porque o Ministério da Educação (ME) «não transfere qualquer verba» para a escola.
«A
falta de assinatura de uma adenda é o motivo para o ME não transferir qualquer verba para esta escola situada em zona onde
não há escola estatal», de acordo com um comunicado divulgado esta sexta-feira pela administração do estabelecimento com contrato
de associação.
O Instituto Educativo de Souselas (INEDS) interpôs uma providência cautelar, que teve audiência na
quinta-feira no Tribunal Administrativo e Fiscal de Coimbra, «porque o Ministério da Educação não transfere qualquer verba
ao abrigo do contrato de associação para pagamento de salários e outras despesas a partir do mês de janeiro, inclusive».
Reagindo
à situação, que é destacada esta sexta-feira nos dois matutinos de Coimbra, o Ministério da Educação sublinha que «a Direção
Regional de Educação do Centro garantirá, em qualquer circunstância, a prestação do serviço educativo» aos alunos abrangidos
pelo contrato de associação.
«O Ministério da Educação lamenta que a entidade titular do Instituto Educativo de Souselas
se recuse, nos termos do novo regime legal de financiamento dos contratos de associação, a celebrar a adenda ao contrato com
a Direção Regional da Educação do Centro e que tenha optado pela via litigiosa», adianta a fonte da tutela na resposta enviada
à Agência Lusa.
De acordo com o INEDS, «há salários em atraso. Os que foram pagos foram-no com recurso a crédito
bancário através de livranças e contas caucionadas. Não vai ser possível pagar salário de abril porque está esgotada a capacidade
de endividamento» junto da banca.
«Nestes 18 anos de existência do Instituto, sempre houve transferências mensais
para despesas com o corpo docente, não docente e restantes despesas (o ensino é de sempre totalmente gratuito nesta escola)
havendo posteriormente (final do ano letivo) lugar à assinatura do respetivo contrato ou adenda», adianta a nota da administração
do Instituto Educativo de Souselas.
Segundo o mesmo comunicado do estabelecimento da rede de ensino particular e
cooperativo, «a pressa do ME para que se assine tem como objetivo legalizar legislação eventualmente inconstitucional em vez
de pagar aquilo que deve às escolas».
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