Mais de metade das 160 unidades de saúde avaliadas pela Entidade Reguladora da Saúde (ERS) no primeiro semestre de 2016 obtiveram classificação de excelência clínica, cumprindo todos os critérios de qualidade exigidos.

Segundo dados divulgados esta segunda-feira do Sistema Nacional de Avaliação em Saúde (SINAS), elaborado pela ERS e publicado semestralmente, são atualmente abrangidos nesta avaliação 160 prestadores de cuidados de saúde (hospitais ou clínicas), dos quais 127 (79%) foram classificados, tendo 106 (66%) conseguido a atribuição da estrela que corresponde ao primeiro nível de avaliação.

A dimensão Excelência Clínica reflete os resultados relativos a procedimentos e/ou diagnósticos no contexto das áreas de Acidente Vascular Cerebral, Cirurgia Cardíaca, Cirurgia de Ambulatório, Cirurgia do Cólon, Cirurgia Vascular, Enfarte Agudo do Miocárdio, Ginecologia, Obstetrícia, Ortopedia, Pediatria e Unidades de Cuidados Intensivos.

A ERS sublinha que nesta dimensão Excelência Clínica se verificou “uma melhoria nos valores médios de alguns dos indicadores de processo associados a diferentes áreas cirúrgicas, nomeadamente nos que se reportam à seleção, administração e interrupção da antibioterapia profilática”.

Segundo o SINAS, houve também uma melhoria nos valores médios dos indicadores das áreas de pediatria, obstetrícia, neurologia, cirurgia de ambulatório, unidade de cuidados intensivos, avaliação da dor aguda, tromboembolismo venoso no internamento.

Para obter a estrela, os estabelecimentos de saúde têm de cumprir todos os parâmetros de qualidade exigidos.

No primeiro semestre deste ano, diminuiu o número de unidades que obtiveram a estrela nas dimensões da segurança do doente e de adequação e conforto das instalações.

No que respeita à segurança do doente, foram 122 os estabelecimentos que cumpriram todos os parâmetros de qualidade nesta área, ao passo que em 2015 tinham sido 130.

Quanto à adequação e conforto das instalações, 137 unidades conseguiram obter esta classificação máxima em 2016 (139 em 2015).

Os prestadores que cumprem todos os requisitos de qualidade acedem a um segundo nível de avaliação, no qual é calculado um ‘rating’ individual com níveis de classificação de qualidade que vão do I (mais baixo) ao III (mais alto).

Neste segundo nível de avaliação, o regulador destaca o aumento de unidades que obtiveram nível de qualidade III nas áreas de obstetrícia (de 40% para 45%) e Unidade de cuidados Intensivos (de 28% para 40%), relativamente à última avaliação efetuada, referente a 2015, de acordo com a Lusa.