A REFER esclareceu que o jovem de 16 anos que morreu esta segunda-feira eletrocutado na via férrea em Ermesinde, concelho de Valongo estava em «local proibido» e subiu «para cima de um vagão», aproximando-se da catenária.

A fonte da empresa que gere a rede ferroviária nacional explicou que «o acidente só se deu porque o jovem e um amigo subiram para o vagão», pois ninguém é eletrocutado por circular na via férrea.

A mesma fonte disse ainda que os jovens estavam «num local onde é proibida a circulação de peões».

«Não podiam estar no local, assim como não mediram o risco que estava associado ao subir para o vagão», referiu, explicando que, ao trepar para o comboio, o jovem ficou demasiado junto à catenária (cabo metálico condutor de eletricidade suspenso nas vias-férreas eletrificadas)

Numa primeira versão do acidente, os Bombeiros de Ermesinde informaram que os dois jovens caminhavam pela via-férrea, perto das ruas do Pinheiro e do Ermesinde Sport Club, quando um deles terá sido eletrocutado devido à excessiva proximidade com a catenária, situação que motivou o esclarecimento da REFER.

O alerta foi dado pelas 17:30 e o jovem ainda foi assistido pela Viatura Médica de Emergência e Reanimação (VMER) do Hospital de São João, no Porto, mas veio a ser declarado o óbito ainda no local.

Segundo os bombeiros, o outro jovem não sofreu ferimentos.

No local estiveram ainda os psicólogos do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) do Porto e a equipa de Suporte Imediato de Vida de Valongo.