Uma nova caneta com adrenalina estará à venda nas farmácias a partir de quarta-feira, uma medida que visa resolver as dificuldades no abastecimento com o único fármaco até agora disponível no mercado

O Epipen é “um novo medicamento de emergência para as reações alérgicas agudas que pode ser administrado pelo próprio doente”, de acordo com o comunicado do Infarmed.

Até hoje, estava à venda no mercado o Anapen, uma seringa pré-cheia de adrenalina (epinefrina), que está inserida num dispositivo de injeção automática, que é usada no tratamento de emergência de reações alérgicas graves ou de anafilaxia.

O abastecimento deste produto registou nos últimos tempos várias dificuldades.

Um responsável da distribuidora da Anapen (AMDPassos) explicou à Lusa que as dificuldades no abastecimento se deveram às alterações nas regras europeias, que obrigaram à mudança do Resumo das Características do Medicamento (RCM), mas que os problemas deverão ficar resolvidos em agosto

E passam a ser duas as opções nestes casos. O Epipen está sujeito a receita médica. No entanto, abrevia o processo. De acordo com o comunicado da autoridade que regula o setor, o “medicamento destina-se a ser usado como dispositivo de emergência para autoadministração de epinefrina (adrenalina), por pessoas sem formação médica nem treino de enfermagem, em situações cujo atendimento médico imediato não esteja disponível, de forma a evitar situações de risco de vida por choque anafilático”.
 

A atenção aos sinais

 

“O medicamento deve ser utilizado ao primeiro sinal indicativo de choque anafilático, o qual pode ocorrer de segundos a minutos, após a picada ou mordedura do inseto ou outra exposição a alérgenos, normalmente antes de se desenvolver uma reação local (vermelhidão da pele). Os sinais típicos de aviso são comichão e sensação de calor em cima e por baixo da língua, na garganta e especialmente nas palmas das mãos e plantas dos pés”, explica o Infarmed.