O presidente do conselho coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos, Joaquim Mourato, considerou esta quarta-feira que a criação de ciclos curtos (cursos de menor duração) no Ensino Superior é uma valorização da componente de ensino técnico.

«Consideramos que este curso, ao colocá-lo no Ensino Superior, [constitui] uma valorização da componente técnica, de acordo com a matriz profissionalizante das instituições politécnicas», disse Joaquim Mourato em declarações à Lusa.

«Penso que é o espaço adequado para que possa ser ministrado», acrescentou.

O secretário de Estado do Ensino Superior, José Ferreira Gomes, anunciou na terça-feira no Parlamento que, dentro de semanas, será proposta a criação de ciclos curtos no Ensino Superior, cursos de menor duração.

O Governo tenciona, assim, conseguir aumentar o número de diplomados em Portugal e atingir as metas da União Europeia, onde o valor chega aos 40%.

De acordo com Joaquim Mourato, trata-se de um projeto que «já não é novo», uma vez que é seguido em diversos países na Europa, mas que lhe foi apresentado no início do ano numa reunião entre o secretário de Estado e o conselho coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos.

Segundo acrescentou, as sugestões ao pedido de parecer sobre a criação dos cursos foram enviadas em maio, mas até ao momento, não foi dada qualquer resposta por parte da tutela.

«O que se pretende é um curso de dois anos. Não é conferente de grau, mas é um curso superior com o equivalente a 120 créditos. Tem uma componente muito forte de contexto de trabalho, além da componente prática e de articulação com o tecido empresarial, este é o DNA da formação», explicou.

Para o responsável, esta será uma formação «muito dirigida» com um conjunto de «competências técnicas muito focadas num determinado conjunto de apetências», que vai permitir responder «de forma rápida» às necessidades do mercado de trabalho.