O ministro do Ensino Superior, Manuel Heitor, vincou esta quinta-feira que o Governo não interfere na formação do preço das propinas que são fixadas de acordo com regras estabelecidas.

O governante respondia aos jornalistas, em Bragança, a uma pergunta sobre a notícia desta quinta-feira do jornal Diário Económico que dá conta de uma subida, para setembro, das propinas no Ensino Superior ditada pela taxa de inflação anual e subida do Salário Mínimo Nacional.

“É uma questão simples, normal, está perfeitamente regulada e é fixada todos os anos em função da riqueza produzida e, por isso não requer qualquer intervenção do Governo”, afirmou o ministro da tutela.


Manuel Heitor insistiu que esta matéria “não tem qualquer intervenção do Governo porque a questão das propinas em Portugal está perfeitamente resolvida”.

De acordo com as contas feitas pelo Diário Económico, a propina máxima vai aumentar, tendo em conta a inflação média prevista, cinco euros no ano letivo de 2016/2017, passando para 1.068,46 euros.

Já a propina mínima deverá sofrer um aumento maior de 32,5 euros, passando de 656,5 euros para 689, devido ao aumento do salário mínimo, segundo ainda a fonte.

De acordo com a Lusa, o ministro falava à margem de uma reunião com vários agentes locais no Instituto Politécnico de Bragança. O governante dedica todo o dia desta quinta-feira a esta instituição de Ensino Superior com várias reuniões e encontros na agenda e a inauguração da nova escola superior de Mirandela.