A Associação Académica de Coimbra (AAC) vai manifestar-se dia 30 de outubro contra «o desinvestimento» no Ensino Superior, e na quinta-feira entregará um congelador à universidade numa ação de protesto contra a subida da propina.

A proposta da manifestação foi apresentada pelo movimento «A Alternativa és Tu» e aprovada durante a assembleia magna da AAC, que começou perto das 21h00 de segunda-feira, na Cantina dos Grelhados, e que se prolongou durante cerca de cinco horas.

A AAC vai também concentrar-se junto à Porta Férrea da Universidade de Coimbra, na quinta-feira, dia 17 de outubro, e entregar um congelador à reitoria como forma de protesto contra o aumento do valor das propinas, numa proposta apresentada pela direção-geral da associação.

A ação de protesto, com o mote «Agora já podem congelar a propina?», surge no seguimento da iniciativa de protesto nacional «Quintas-feiras Negras no Ensino Superior», aprovado no último Encontro Nacional de Direções Associativas, a 15 de setembro.

O presidente da direção-geral da AAC, Ricardo Morgado, afirmou à agência Lusa que as diversas iniciativas de protesto aprovadas em «magna» visam «alertar contra os cortes de financiamento do Ensino Superior», assim como contra a subida do valor da propina.

O líder estudantil considerou que o Orçamento de Estado poderá trazer «más notícias» para os estudantes.

Carolina Rocha, estudante que apresentou a moção da manifestação dia 30 de outubro, afirmou à agência Lusa que esta ação pretende ser «uma forma de pressão para a votação do Orçamento de Estado», que irá decorrer a 01 de novembro, considerando que os estudantes «não estão dispostos a que lhes retirem o direito à educação pública».

Durante a assembleia magna, foi também deliberada uma série de arruadas da direção-geral da AAC e dos núcleos de estudantes da universidade até aos serviços académicos, cantinas e residências, na semana de 28 de outubro a 01 de novembro.

À imagem do que foi feito em 2012, a Festa das Latas voltará a ter uma componente de reivindicação, tendo sido aprovada a «politização do recinto e das barracas dos núcleos», assim como a realização de um cortejo fúnebre da Latada, no dia do tradicional cortejo, 22 de outubro.

Os estudantes rejeitaram ainda a proposta de Alexandra Correia, aluna da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra, em que apelava à presença da AAC na manifestação «Que se lixe a troika», a 26 de outubro, conta a Lusa.