
Os politécnicos acordaram com o Governo maneiras de aumentarem receitas para fazer face aos cortes orçamentais. Entre as medidas previstas estão candidaturas a fundos europeus para projetos dos institutos e a agilização da captação de estudantes estrangeiros.
Em comunicado, citado pela Lusa, o presidente do Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos (CCISP), João Sobrinho Teixeira, saudou o «clima de entendimento e diálogo» entre os politécnicos e a secretaria de Estado do Ensino Superior, depois de os institutos se terem queixado de estar em «situação de emergência» com cortes sucessivos nos seus orçamentos.
O secretário de Estado João Queiró «comprometeu-se a, em conjunto com o CCISP, estudar e apoiar a possibilidade de apresentar candidaturas a fundos comunitários» para projetos de formação e investigação dos politécnicos, explixa o comunicado.
Além disso, colocou ainda a hipótese de alterar o regulamento dos estudantes estrangeiros «para que seja possível a captação de novos estudante» e de rever o regime de acesso às candidaturas ao ensino à distância para que esta forma de trabalho seja alargada.
O CCISP salientou que os politécnicos não estão «alheios ao esforço nacional» para contornar a crise, «seja reduzindo no que é possível reduzir, seja criando novas soluções para criar receita».
Sobrinho Teixeira destacou que os politécnicos têm feito uma «gestão rigorosa» para conseguirem, «mesmo em clima de austeridade, manter o custo por estudante mais baixo do ensino superior».
Os politécnicos recebem 31 por cento do financiamento estatal atribuído ao ensino superior, mas têm «37% do total de estudantes», frisou.
Sobrinho Teixeira disse que estas são medidas a tomar «com a maior brevidade», e que os politécnicos estarão em «permanente diálogo» com o governo.