O Centro Hospitalar do Algarve anunciou esta segunda-feora que vai contar, a partir da segunda quinzena de fevereiro, com 18 novos médicos, que estão a terminar formação para integrarem as tripulações das viaturas de emergência e reanimação (VMER) da região.

O Centro Hospitalar do Algarve (CHA) gere as equipas que tripulam as três VMER da região e os 18 médicos vão «aumentar o número de recursos humanos na área da emergência pré-hospitalar e colmatar algumas falhas registadas, pontualmente, nas VMER de Albufeira e Portimão, uma vez que a de VMER de Faro tem registado uma taxa de operacionalidade de 100%».

Luís Pereira, diretor do Departamento de Emergência, Urgência e Cuidados Intensivos do CHA, referiu num comunicado que «os médicos iniciam a sua atividade já na segunda quinzena de fevereiro, uma vez que neste momento decorrem ainda os estágios e a formação específica no terreno».

«No que respeita à segurança dos cidadãos em termos de emergência na região, o Algarve dispõe atualmente de uma rede muito completa e bem estruturada, uma vez que, para além desde reforço de profissionais nas VMER, conta com o Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) que operacionaliza um vasto conjunto de meios terrestres, bem como um helicóptero sediado em Loulé», frisou Luís Pereira.

O médico considerou ainda que esta rede de urgência é ainda complementada e fortemente apoiada pelos Serviços de Urgência Básica instalados em Vila Real de Santo António, Loulé, Albufeira e Lagos.

«Paralelamente a isso, os concelhos situados nos extremos do Algarve são ainda apoiados por ambulâncias com suporte imediato de vida (SIV). A zona do sotavento tem uma SIV em Tavira e outra em Vila Real de Santo António e do outro lado tem uma SIV em Lagos, pelo que todos estes meios respondem perfeitamente às necessidades da população residente e volante», sublinhou ainda o diretor do Departamento de Emergência, Urgência e Cuidados Intensivos do CHA.

A 12 de janeiro, o centro hospitalar tinha informado à Lusa que, a partir do dia 15 deste, iria dispor de 18 médicos que estavam a acabar o curso, numa formação a realizar de novo em março e que deverá tornar a região «num exemplo em termos de ativação» dessas viaturas.