Cerca de 300 pessoas do bairro Terras da Costa, na Costa de Caparica, ficaram sem energia elétrica esta quarta-feira, com a GNR e a EDP a precisarem que o corte incidiu sobre ligações clandestinas, anunciou a câmara de Almada, em comunicado.

A autarquia explica que foi o padre António Pires, responsável pela Paróquia de Nossa Senhora da Conceição, que deu conta de que ocorreu uma intervenção que levou à interrupção do fornecimento de energia elétrica a cerca de 300 pessoas, entre as quais se incluem perto de 70 crianças. 

"A Câmara foi informada que, entre as pessoas afetadas por aquela ação, existirão algumas com problemas de saúde, os quais poderão ser agravados pelo não fornecimento de energia elétrica"


A autarquia acrescenta, segundo a Lusa, que desconhece se esta intervenção foi "precedida de contactos com outras entidades", por forma a "prevenir e minimizar os danos colaterais e os prejuízos que pessoas inocentes poderão sofrer em resultado da ação desencadeada".

A mesma agência contactou a GNR que explicou que a intervenção ocorreu hoje, tendo estado relacionada com queixas por existirem ligações clandestinas e por um processo de furto de cobre:

"Foi uma intervenção no bairro Terras da Costa. Tínhamos queixas de ligações clandestinas e no âmbito de um processo sobre furto de cobre era preciso apreender um cabo para fazer meio de prova. A ação contou com a colaboração da EDP"


Segundo a mesma fonte, que confirma que foram cerca de 300 as pessoas a ficar sem energia elétrica, no local constatou-se a existência de várias ligações clandestinas que foram desligadas.

"Não se conhecia a dimensão das ligações clandestinas e, apesar de lamentarmos os transtornos sociais, a GNR teve que intervir, porque essa energia é paga por alguém e é crime", afirmou, referindo que o posto da GNR local está disponível para prestar apoio.

A EDP confirmou que esteve presente na ação a pedido da GNR. "Atuámos a pedido da GNR e estávamos convencidos que a GNR estava alinhada com a autarquia. A EDP desligou as ligações clandestinas existentes", disse fonte da EDP à Lusa.

A Câmara de Almada informou que pretende disponibilizar, de forma "extraordinário e temporário", um gerador portátil para garantir o fornecimento de energia elétrica.

"O objetivo é acautelar a proteção da saúde de pessoas portadoras de doenças que possam ser agravadas pela interrupção de fornecimento de energia elétrica", remata.