Cerca de 30 trabalhadores estão esta terça-feira, desde as 08:00, concentrados junto ao Instituto Superior Técnico em protesto contra o encerramento, sem aviso prévio, das cantinas de três faculdades da Universidade de Lisboa, disse à Lusa fonte sindical.

Em declarações à agência Lusa, Maria das Dores Gomes, do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria e Hotelaria, Turismo, Restaurantes e Similares do Sul, afeto à CGTP, e que denunciou o caso, explicou que os cerca de 50 trabalhadores afetados pelo encerramento têm contrato com a Solnave, a empresa à qual a universidade tinha concessionado a exploração das três cantinas e cujo contrato terminou a 31 de dezembro, o último dia em que estes funcionários trabalharam.

Em causa estão as cantinas do Instituto Superior de Economia e Gestão (ISEG), do Instituto Superior Técnico (IST) e da Faculdade de Ciências, todas instituições da Universidade de Lisboa.

«Os trabalhadores foram confrontados no final do ano com o encerramento das cantinas. Quando se apresentaram ao serviço no dia 02 de janeiro estas estavam fechadas. A empresa que está a explorar o refeitório é a Solnave, que até ao momento não deu qualquer tipo de explicações», declarou.


Maria das Dores Gomes relatou que os trabalhadores não sabem se a Solnave perdeu ou ganhou o concurso, pois estes não receberam nenhuma carta com os devidos esclarecimentos.

A sindicalista explicou que o que costuma acontecer quando há uma mudança de empresa exploradora destes espaços é uma transição dos trabalhadores das cantinas de uma para outra empresa, sem qualquer interrupção laboral.

«Os trabalhadores não têm indicação nenhuma. Já solicitamos uma reunião aos serviços sociais da Universidade de Lisboa e à Solnave, até agora sem resposta, soubemos sim que o reitor do Instituto Superior Técnico nos vai receber por volta das 12:00», referiu.