A Câmara de Celorico de Basto interpôs uma providência cautelar para travar o fecho da Escola Básica do Rego, decidida em julho pela tutela Educação.

O autarca Joaquim Mota e Silva disse à Lusa que não se justifica fechar uma escola onde estão matriculados mais de 40 alunos e que tem todas as condições de funcionamento, bem como ótimos transportes.

Por isso, defendeu, há razões para o recurso aos tribunais ser favorável à posição defendida pelo município.

Criticou o responsável da Direção Geral dos Estabelecimentos Escolares no norte do país, sobretudo por ter mudado de opinião sobre aquela matéria.

Joaquim Mota e Silva explicou que na primavera tinha ficado acordado que aquela escola manter-se-ia em funcionamento, como extensão de um centro escolar, mas numa reunião realizada esta semana foi comunicado que o estabelecimento teria de encerrar.

Para o autarca de Celorico de Basto, aquela decisão traduz «falta razoabilidade, equilíbrio e bom senso», demonstrando que a DGEST «está apenas preocupada em apresentar números».

O encerramento obrigará a deslocalizar as crianças para vários centros escolares do concelho e até de um município vizinho, alertou, acrescentando: «Esta decisão vai destruir uma comunidade educativa que funcionava muito bem, com prejuízo evidente para as crianças e para as famílias».

O encerramento do estabelecimento, segundo o presidente do município, também não significará quaisquer poupanças para o erário público.

«Isto é uma machada na lógica de articulação com os municípios», acentuou o autarca, que acusou o Ministério da Educação de não cumprir as suas obrigações na contratação de funcionários, obrigando as câmaras a suportar despesas que não lhes competiam.