Quatro escolas dos mega-agrupamentos Amato Lusitano e Nuno Álvares estiveram encerradas de manhã devido à greve dos funcionários não docentes, que se queixam de ritmos de trabalho excessivos provocados pela redução do número de trabalhadores.

«Esta greve serve para entregar um documento à Câmara de Castelo Branco, onde estão referidas as nossas reivindicações, nomeadamente a falta de funcionários não docentes», disse à agência Lusa a responsável do Sindicato dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais do Sul e Regiões Autónomas, que convocou a greve.

Cristina Hipólito explicou que, neste momento, são mais de 20 trabalhadores [não docentes] que estão em falta nas escolas" dos dois mega-agrupamentos de Castelo Branco.

A sindicalista referiu que, em 2012, foi aberto um concurso pela Câmara de Castelo Branco para o preenchimento de 10 vagas, que nunca foi concluído.

«É uma prova que já em 2012 havia falta de 10 trabalhadores. Neste momento, são mais de 20 funcionários não docentes que fazem falta nas escolas», adiantou.

Esta situação «está a criar graves problemas na vigilância dos alunos, no acompanhamento das refeições e algumas tarefas como a limpeza e higienização dos espaços escolares deixam de ser feitas», sublinhou a sindicalista.

Cristina Hipólito sublinhou ainda que a portaria [Portaria 1049-A/2008, de 16 de Setembro], que impõe rácios de pessoal, «está perfeitamente desenquadrada da realidade» e «não tem em conta o verdadeiro problema das escolas».

Além disso, a agravar a situação, a sindicalista referiu-se à indefinição jurídica provocada pela criação dos mega-agrupamentos, «que agrupou escolas cujos trabalhadores dependem do contrato de execução entre o Ministério da Educação (ME) e a Câmara de Castelo Branco, e outras escolas da responsabilidade direta do ME».