A Polícia Judiciária anunciou esta quarta-feira que deteve seis pessoas por burla depois de terem feito falsas promessas de concessão de empréstimos a pessoas que estavam em difícil situação económica.

Numa nota, a PJ avança que foram também constituídos diversos arguidos no âmbito desta investigação a duas dezenas de crimes de burla.

Segundo a PJ, os burlões colocavam anúncios em jornais ou em páginas na Internet para publicitar a concessão, por parte de uma alegada instituição financeira de grande solidez, de empréstimos em condições muito vantajosas, sem necessidade de grandes burocracias e de quaisquer garantias.

A PJ refere também que mesmo os cidadãos que já não conseguem recorrer ao crédito junto das instituições bancárias e financeiras tinham garantias na concessão do crédito.

Os anúncios indicavam diversos números de telefone estrangeiros, normalmente telemóveis, e endereços eletrónicos para onde os eventuais interessados deveriam contactar funcionários da alegada instituição responsável pela concessão dos empréstimos, adianta a nota.

A PJ explica que, na sequência de um primeiro contacto por parte dos interessados, estes são convidados a preencher alguns formulários e remetê-los, por regra, para endereços eletrónicos, ficando depois a aguardar a análise do processo e eventual aprovação do empréstimo solicitado.

Passados alguns dias sobre o envio dos formulários, os interessados são contactados pelos burlões a informar que o empréstimo solicitado foi aprovado.

A Polícia Judiciária refere que os burlões informam as alegadas vítimas que para o dinheiro ser disponibilizado vao ter que fazer uma prévia transferência, cujo montante varia de caso para caso, dependendo do pagamento de seguros, taxas e despesas inerentes à concessão do empréstimo.

Depois de efetuarem tais transferências, que em muitas das situações investigadas atingiram os milhares de euros, as vítimas acabam, invariavelmente, por não receber o montante de qualquer empréstimo ao contrário do que lhes fora prometido, explica ainda a PJ.

Na nota, a PJ alerta para este «modus operandi», tendo em conta que continua a ser utilizado para a prática de crimes de burla.