Um empregado de uma ourivesaria em Arouca, no distrito de Aveiro, simulou um assalto ao estabelecimento para encobrir o furto de joias no valor de mais de 50 mil euros, informou hoje a Polícia Judiciária (PJ).

O suposto roubo com arma de fogo teria sido praticado no passado dia 19, quando o funcionário se encontrava sozinho na ourivesaria.

Segundo a PJ, o arguido «retirou uma série de artefactos e ainda o sistema de videovigilância do estabelecimento, escondendo-os em local relativamente afastado».

O empregado terá depois regressado ao estabelecimento, fechando-se no cofre-forte como se tivesse sido aí sequestrado pelo assaltante, até ser libertado por outro funcionário que tinha saído para almoçar.

Na sequência da investigação desenvolvida, a PJ concluiu que o alegado assalto à mão armada nunca acontecera, tratando-se, antes, de uma tentativa de um funcionário de ocultar os inúmeros furtos que vinha cometendo desde há cerca de três anos.

«O ora arguido terá desviado inúmeras peças da ourivesaria, apropriando-se indevidamente de bens e valores que ascendem a mais de 50 mil euros, tendo a simulação do roubo servido para ocultar esses ilícitos por estar iminente a realização de inventário onde o desfalque iria ser descoberto», diz a PJ.

Nas diligências realizadas, a PJ recuperou os objetos desviados nesta simulação de roubo.