Portugal foi um dos 11 países europeus onde a emigração superou a imigração em 2012 com uma taxa negativa de 3,6 saídas por mil habitantes, segundo um relatório do Eurostat que avalia o desenvolvimento sustentável na União Europeia.

Os valores de Portugal, que apresentava uma taxa positiva de 6,5 migrantes por mil habitantes em 2000, aproximaram-se dos da Espanha (-3,5) e dos da Grécia (-4), mas ficaram mesmo assim abaixo da Irlanda, Lituânia, Letónia ou Estónia.

A taxa líquida de migração na União Europeia, ou seja, a diferença entre saídas e entradas, diminuiu dos 2,3 migrantes por mil habitantes registados em 2000 para 1,8 em 2012, mas o saldo manteve-se positivo.

A crise económica, que reduziu o número de ofertas de trabalho, terá sido a justificação desta tendência decrescente, adianta o estudo que a Lusa cita.

No entanto, nem todos os países apresentaram uma evolução negativa, como acontece na Alemanha, com um saldo de 4,9 migrantes em 2012 (face aos 2 observados em 2000) ou o Luxemburgo que registou 18,9 migrantes por mil pessoas no ano passado (7,9 em 2000).

A avaliação estatística do Eurostat inclui mais de 100 indicadores agrupados em dez temas: desenvolvimento socioeconómico, consumo e produções duráveis, inclusão social, alterações demográficas, saúde pública, alterações climáticas e energia, transportes sustentáveis, recursos naturais, parcerias globais e boa governança.