Há militares portugueses que não vão poder votar nas autárquicas, apesar de a lei prever o voto antecipado para alguns grupos de eleitores.

De fora ficam pelo menos os 48 elementos do contingente que esta madrugada partiu para o Kosovo.

A denúncia foi feita pela Associação Nacional de Sargentos à «Renascença».

A rádio também cita o antigo chefe de Estado-maior da Armada, Almirante Melo Gomes, que considera «gravíssimo» o facto de os militares serem impedidos de votar nas eleições do dia 29.

Como a lei sobre as autárquicas não prevê voto por correspondência, não vão poder votar nem os militares que hoje partiram para Pristina, nem os que se encontram noutras missões no estrangeiro.

Entre hoje e até à próxima terça-feira, decorre o período para o voto antecipado, que abrange, entre outros, militares, bombeiros, trabalhadores de transportes de longo curso, desportistas de seleções nacionais em competição no exterior e trabalhadores do estado deslocados fora do país.