Professores de todo o país afetos à Federação Nacional dos Professores (Fenprof) concentram-se esta sexta-feira junto do Ministério da Educação, em protesto pela política do Governo que, diz a estrutura, põe a risco a carreira de centenas de docentes.

Além da defesa do emprego, os professores exigem «uma investigação e um ensino superior de qualidade», um «financiamento justo e adequado», estabilidade e «equidade de acesso», referem à Lusa.


Vão dizê-lo de manhã na Provedoria de Justiça e depois à tarde na concentração junto do Ministério, onde entregarão «mais de uma centena de requerimentos individuais subscritos por docentes em risco de cair no desemprego», diz a Fenprof em comunicado.

A federação explica que decorrente da aplicação dos estatutos de carreira muitos professores estão prestes a atingir o limite do período transitório aí consagrado e que outros atingem o limite nos próximos dois anos.

E acrescenta que nos últimos seis anos foram despedidos professores, passaram-se contratos para tempo parcial, reduziram-se as percentagens de contratos nesse regime e agravaram-se as cargas horárias.

Agora, o Ministério da Educação, «prepara-se para permitir e impulsionar o despedimento de mais de um milhar de docentes no final de 2015», avisa a Fenprof.

E depois, diz também, o «subfinanciamento crónico do ensino politécnico e universitário pode pôr em causa direitos fundamentais como o direito ao emprego, à remuneração contratualizada e ao horário de trabalho consagrado em sede de estatuto de carreira».

Explica a Fenprof que na concentração os professores vão exigir o alargamento do período transitório e a aplicação de uma diretiva comunitária sobre vinculações e remunerações.