O ministro da Educação garantiu esta quarta-feira haver segurança nas obras de substituição de amianto nas escolas e afirmou que o material que está a ser usado, o poliuretano, “não tem propriedades cancerígenas”, como alegaram os ambientalistas da Quercus.

A garantia foi dada por Tiago Brandão Rodrigues numa interpelação do CDS-PP sobre educação, na Assembleia da República, em Lisboa, em resposta a uma pergunta do deputado do Partido Ecologista “Os Verdes” (PEV) José Luís Ferreira.

Segundo o ministro, estão em curso centenas de obras por escola de todo o país, algumas das quais estão a ser substituídas estruturas em amianto e “estão a ser cumpridos os regulamentos”.

O jornal Público noticiou um alerta da Quercus de que o amianto está a ser substituído por outro material com poliuretano, conhecido por ser cancerígeno.

Não só é altamente inflamável, como tem componentes orgânicas voláteis que se vão libertando com a sua degradação e que são cancerígenas”, afirmou a dirigente da Quercus Carmen Lima ao jornal.

O ministro da Educação contrapôs que “não há indicações de que tenha qualquer propriedade cancerígena”, de acordo com a Organização Mundial de Saúde.