O ministro da Educação admitiu dois erros na colocações de professores neste ano letivo e garante que a situação de falta de professores nas escolas ficará resolvida até à próxima semana. 

«Entre ontem, hoje e amanhã, chegam às escolas 800 professores», anunciou Nuno Crato, acrescentando que para os outros horários «foram abertos dois concursos».   

«Houve dois tipos de erros: houve o erro na hierarquização dos professores pela harmonização dos dois fatores; e houve insuficiências na plataforma que não permitiram que as respostas dos professores na base da qual é feita a avaliação curricular fosse inequívoca», admitiu Nuno Crato esta terça-feira à saída de uma conferência na Fundação Champalimaud, em Lisboa.

Nuno Crato mostrou-se, contudo, otimista quanto à resolução do problema das escolas sem professores: «Estou convencido que esta semana fica resolvido praticamente o essencial. Esta semana, princípio da próxima, teremos a situação estabilizada».

Há alunos a caminho de quatro semanas sem aulas . O ministro justificou com a Lei da Administração Pública, o tempo que o processo está a demorar: «Temos necessidade de cumprir a lei e cumprir a lei significa que os professores têm de ser colocados de acordo com aquilo que a lei diz, e aquilo que a lei diz no caso da bolsa de contratação de escola é que têm de ser ponderados dois fatores: graduação profissional e a avaliação curricular. A lei diz que esses dois fatores têm de ser ponderados a 50 por cento cada um e que, a partir daí, os professores são hierarquizados para os horários que estão disponíveis», ora, «houve um erro, que nós reconhecemos, que nós corrigimos» e «professores que foram colocados passando à frente de outros que deviam ter sido colocados. Nós reconhecemos isto. É lamentável», mas «o processo continua esta semana com estes dois concursos» .

«O que andámos a fazer desde que reconhecemos o erro foi abrir de novo a plataforma para que os professores pudessem clarificar os pontos que não tinham sido bem clarificados» e «tivemos que abrir de novo a plataforma e para isso é dado um prazo». O ministro explicou assim as contas ao tempo de espera de pais e alunos, ou seja «o processo até à publicação das listas demorou este tempo».

Para além dos estudantes, também é necessário perceber como fica a vida dos professores colocados e que agora ficam sem trabalho. «O processo está a meio e falaremos sobre isso no fim, mas estamos a acompanhar com particular atenção o caso desses professores», atalhou o ministro, acrescentando que esse problema fica «para uma fase seguinte».

«Neste momento estão cerca de 150 professores» colocados e desempregados ao fim de três semanas, como confirmou o responsável pela tutela da Educação que, espera, «chegando ao fim, as coisas tenham corrido bem a esses 150 professores». Só não não explicou como, tal como se escusou a responder a uma pergunta dos jornalistas: o ministro tem condições para continuar?