Os alunos do 9.º ano registaram este ano uma média a Matemática de 48%, voltando a resultados negativos depois de, em 2014, terem conseguido uma positiva tangencial de 53%, adiantam os resultados das provas finais hoje divulgados pela tutela.

A Português, a outra disciplina a que os alunos do 3.º ciclo do ensino básico prestam provas finais, a média este ano foi de 58%, ligeiramente melhor que os 56% registados em 2014.

Os resultados dos alunos do 9.º ano foram hoje divulgados pelo Ministério da Educação e Ciência (MEC).

“O Ministério da Educação e Ciência salienta que estes resultados mostram ainda a existência de uma percentagem elevada de alunos com dificuldades significativas nestas disciplinas estruturantes, o que vem confirmar a necessidade de as escolas identificarem cada vez mais cedo essas dificuldades nos primeiros anos do ensino básico, aplicando as medidas de apoio definidas e implementadas pelas escolas desde 2012”, refere o ministério em comunicado.


A taxa de reprovação mantém-se nos 10% para Português, relativamente ao ano passado, mas subiu um ponto percentual, para os 32%, a Matemática.

A Português, das 94.579 provas realizadas 22.138 tiveram resultados negativos, com a maioria dos alunos a registarem resultados entre os 48% e os 63%. Menos de 200 provas tiveram resultados abaixo dos 10% e em 24 exames as notas aproximaram-se ou totalizaram os 100%.

“Na prova de Português observou-se que 77% dos alunos obtiveram uma classificação igual ou superior a 50%”, destacou o MEC.


Já a Matemática a dispersão de resultados é bastante maior, mas o intervalo com maior número de provas é o que diz respeito aos alunos que obtiveram notas entre os 48% e os 53%. Quase 45 mil alunos, dos 94.970 que fizeram prova à disciplina, tiveram resultados que não ultrapassaram os 40%. Apenas 410 exames se aproximaram ou atingiram a nota máxima de 100%.
 

“Verificou-se também, em ambas as disciplinas, uma elevada proximidade entre as classificações internas dos alunos e as classificações obtidas nas provas finais”, acrescenta o comunicado do ministério.


O ministério refere ainda que aumentou a percentagem de alunos que, quer a Português, quer a Matemática, conseguiu resultados de nível quatro (entre os 70% e os 89%) ou cinco (entre os 90% e os 100%): uma subida de 23% para 26% a Português e de 26% para 27% a Matemática.

A tutela lembra ainda que “este ano, pela primeira vez e à semelhança do que já se verifica nos 4.º e 6.º anos, as provas finais do 9.º ano realizam-se em duas fases, proporcionando assim uma nova oportunidade para alguns alunos recuperarem os resultados da sua aprendizagem, após um período de estudo”.

As provas, que se realizaram em 1.279 escolas em todo o território nacional, assim como nas escolas no estrangeiro com currículo português, envolveram 4.557 professores classificadores e cerca de 10 mil vigilantes.
 

Gramática, álgebra e geometria são pontos fracos


Os alunos do 9.º ano foram melhores a leitura e mais fracos a gramática, na prova de Português, e, na prova de Matemática, mais fortes no tratamento de dados e mais fracos a geometria e álgebra, adiantou o IAVE.

De acordo com um comunicado do Instituto de Avaliação Educativa (IAVE), que analisa os resultados das provas finais do 3.º ciclo por domínio de competências, refere-se, no caso da prova de Português, que os alunos do 9.º ano mostraram ser mais fortes a leitura, com um resultado médio de 70% (63% em 2014) e mais fracos a gramática, com uma média de 42% (51% em 2014).

Ainda a Português, os alunos obtiveram a educação literária um resultado médio de 52% (53% em 2014) e de67% em escrita (62% em 2014).

Já a Matemática, foi na organização e tratamento de dados que os alunos mostraram ter mais competências, com um resultado médio de 67% (73% em 2014).

Em números e operações a média foi de 55% (51% em 2014), e os dois domínios mais fracos foram a geometria com 42% (44% em 2014) e a álgebra com 49% (55% em 2014).
 

“As classificações médias das provas finais do 3.º ciclo do ensino básico mantêm-se estáveis quando comparadas com os resultados de anos anteriores e sem variações com relevância assinalável”, refere o comunicado do IAVE.