O número de jovens entre os 18 e os 24 anos sem o ensino secundário completo e sem frequentarem ofertas educativas alternativas voltou a diminuir em 2104, representando 17,4% daquele grupo populacional.

Os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) foram divulgados pelo Ministério da Educação e Ciência (MEC) na véspera da sessão plenária do Conselho Nacional de Educação (CNE) que hoje irá apreciar um projeto de recomendação sobre «Retenção Escolar nos Ensinos Básico e Secundário», conforme apurou a Lusa.

No ano passado, a taxa de abandono precoce foi de 17,4%, diminuindo 1,5 pontos percentuais em relação ao ano anterior e menos 5,6 pontos percentuais quando se compara com a situação em 2011.

Em comunicado, o MEC diz estar confiante de que conseguirá atingir a meta definida pela União Europeia: uma taxa de 10% em 2020.

Comparando as diferentes faixas etárias, nos jovens de 18 anos a taxa de retenção é muito inferior à dos 24 anos, sublinha o ministério, apontando que para tal contribuíram medidas como o incentivo à frequência dos cursos profissionais, a criação de cursos vocacionais de ensino secundário e o alargamento da escolaridade obrigatória para 12 anos.

Este ano, cerca de 22.660 alunos do básico e 1.910 do secundário optaram pelo ensino vocacional, segundo dados do MEC.

Oferecer às escolas horas de crédito extra para que os professores possam dar mais aulas e ajudar os alunos e premiar os estabelecimentos de ensino que conseguiram reduzir o abandono ou risco de abandono para menos de metade foram outras das medidas agora sublinhadas pela tutela.