Uma petição pública com mais de 1300 assinaturas, em forma de carta aberta pela «defesa da escola» e contra a «subordinação das políticas de educação» a uma lógica de mercado, é hoje entregue no Ministério da Educação.

A petição está a ser promovida por um grupo de quatro investigadoras da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa, e já foi subscrita por algumas figuras destacadas no panorama da Educação em Portugal, como o ex-reitor da Universidade de Lisboa, António Sampaio da Nóvoa, a antiga secretária de Estado da Educação do socialista António Guterres, Ana Benavente, e o professor da Universidade do Minho Licínio Lima.

A carta aberta, transfesta sexta-feira, pelas 14:00, mas o objetivo é que chegue também à Assembleia da República, disse à Lusa uma das promotoras da iniciativa, a investigadora Teresa Gonçalves.

No texto aberto a subscrições, pode ler-se que «o fomento de um "mercado da educação" tem-se traduzido, sobretudo, na subordinação das políticas de educação a uma lógica estritamente económica, no âmbito da globalização; na importação de valores como a competitividade, concorrência ou a excelência; em modelos de gestão empresarial, como solução para a "modernização" do serviço público de educação; e na promoção de medidas tendentes à sua privatização».

A propósito de medidas como o «cheque-ensino», o texto sublinha que, em países onde essa prática já foi testada, se demonstrou que não se melhorou a qualidade global do ensino e que, pelo contrário, aumentaram as desigualdades.