A Federação Nacional de Educação (FNE) escreveu ao ministro Nuno Crato a exigir a vinculação aos quadros dos docentes de técnicas especiais contratados há vários anos nas escolas artísticas especializadas António Arroio, de Lisboa e Soares dos Reis, Porto.

«Em causa está um conjunto de docentes, titulares de uma relação jurídica de emprego público por tempo indeterminado e que todos os anos satisfazem as necessidades permanentes destas escolas, sem que lhes seja permitido ingressar na carreira docente», explicou a FNE, em comunicado enviado esta segunda-feira.

Na missiva enviada ao Ministério da Educação e Ciência (MEC), a FNE defende ainda a criação de novos grupos de recrutamento (grupos disciplinares nos quais se integram os professores consoante as disciplinas que estão habilitados a lecionar).

A federação defende que estes professores de técnicas especiais são «detentores de uma formação específica para a docência em áreas distintas daquelas que se enquadram nos atuais grupos de recrutamento atualmente em vigor, pelo que estes profissionais estão impossibilitados de aceder ao concurso nacional de professores».

Esta é, acrescenta a FNE, uma situação que os sindicatos querem ver «corrigida», tendo também em conta uma recomendação da Assembleia da República nesse sentido.

Para terça-feira está marcada uma reunião no MEC, entre o secretário de Estado do Ensino e da Administração Escolar, João Casanova de Almeida, e as direções das escolas secundárias artísticas António Arroio e Soares dos Reis para discutir a situação destes docentes.