O Programa Erasmus+, de bolsas de estudo e estágios no espaço da União Europeia, tem um financiamento estatal de 773 mil euros para 2015, de acordo com um diploma publicado esta quarta-feira em Diário da República.

O programa Erasmus+ é financiado por fundos comunitários e também pelos orçamentos do Ministério da Educação e Ciência e do Ministério da Solidariedade, Emprego e Segurança Social.

“No ano de 2015, o Ministério da Educação e Ciência (MEC) suporta a verba de 383.010,00 euros (trezentos e oitenta e três mil e dez euros), e o Ministério da Solidariedade, Emprego e Segurança Social (MSESS) a verba de 390.000,00 euros (trezentos e noventa mil euros)”, lê-se no diploma hoje publicado.

Do lado do MEC, o Instituto de Gestão Financeira da Educação cofinancia o programa com 252 mil euros, e a Direção-Geral do Ensino Superior com 131.010 euros. A verba paga pelo MSESS é suportada pelo Instituto do Emprego e Formação Profissional.

O programa Erasmus+ foi desenhado para atribuir bolsas de estudo e estágio a mais de quatro milhões de jovens que queiram estudar no estrangeiro.

Em meados de novembro de 2013, o Parlamento Europeu aprovou o programa Erasmus+, definindo um orçamento de 14,7 mil milhões de euros até 2020, para atribuir bolsas mas também empréstimos, o que representou um aumento de 40% em relação à verba anterior.

O novo programa veio substituir os sete que existiam: o Erasmus e Erasmus Mundus, destinados a estudantes do ensino superior; o Comenius, dirigido ao ensino escolar; o Leonardo da Vinci, para a educação e formação profissional; o Grundtvig, para educação de adultos, e o programa "Juventude em Ação".

Além dos programas de educação, o Erasmus+ está também pensado para os jovens desportistas, que podem receber bolsas.

Com um orçamento de 14,7 mil milhões de euros, o Erasmus+ poderá chegar a mais de quatro milhões de jovens entre os 13 e os 30 anos, de todos os níveis de ensino, assim como professores, formadores e animadores de juventude.

Os programas apoiam não apenas estágios, mas também intercâmbio de jovens, voluntariado, atividade docente ou a participação numa atividade de desenvolvimento profissional.

Durante a apresentação do Erasmus+, em fevereiro de 2014, o ministro da Presidência, Luís Marques Guedes, afirmou que, até 2020, serão investidos em Portugal 400 milhões de euros em programas desta natureza.