As escolas estão a avisar os encarregados de educação, por escrito, de que poderá ser feita uma queixa à Comissão de Proteção de Crianças e Jovens se os alunos faltarem às refeições que reservam. De acordo com o Jornal de Notícias, este documento surge no seguimento das recomendações da Direção-Geral dos Estabelecimentos Escolares (Dgeste) para combater o desperdício alimentar.

O mesmo jornal refere que, segundo o Ministério da Educação, a diferença entre as refeições encomendadas e as consumidas nas escolas situa-se entre os 2% e os 3%. O desperdício alimentar verifica-se sobretudo entre os alunos do escalão A – os que têm as refeições gratuitas – e entre os estudantes mais velhos. 

A Dgeste está atenta ao problema e, por isso, fez uma série de recomendações aos estabelecimentos de ensino, incluindo a ideia de se passar a cobrar o valor das refeições não consumidas até ao limite de 1,68 euros.

Ora, o aviso que está a ser enviado aos pais surge neste enquadramento e abrange escolas de todo o país, ainda que, até agora, não haja registo de queixas nas comissões de proteção de crianças e jovens em risco.

Diretores e encarregados de educação concordam que é preciso travar o desperdício de comida e, localmente, as escolas já estão a analisar o problema e a adotar procedimentos específicos.

Em Guimarães, por exemplo, está a ser feito um levantamento do número de alunos que falham refeições. No concelho vizinho, em Famalicão – onde 20% dos alunos têm o escalão A – os pais destes estudantes com apoio já são chamados a pagar refeições quando os jovens faltam pelo menos três vezes - medida que se verifica no agrupamento Padre Benjamim Salgado. E em Aveiro, na EB 2,3 de Cacia os alunos já são obrigados a justificar as faltas às refeições.