O ministro da Educação e Ciência, Nuno Crato, considerou hoje, em Bruxelas, que a ciência portuguesa tem qualidade suficiente para ser «mais agressiva» em busca dos muitos recursos disponíveis ao nível da União Europeia.

Em declarações aos jornalistas à margem de um Conselho de Competitividade, hoje ao nível da Ciência, e no qual está a ser discutida a estratégia europeia de investigação, Nuno Crato sustentou que «o país tem neste momento um investimento muito substancial na ciência e tecnologia», mas sublinhou os «recursos de grande monta» disponíveis na Europa, designadamente no quadro da estratégia «Horizonte 2020».

«Desde 2011 que temos vindo a subir o investimento na investigação e o investimento na ciência. Não só o orçamento da FCT (Fundação para a Ciência e Tecnologia) veio a revelar mesmo uma ligeira subida, como, por uma melhor utilização dos fundos comunitários, nós conseguimos ao longos dos últimos anos colocar mais recursos na ciência», disse.

Segundo o ministro, «Portugal tem hoje uma maturidade científica» que lhe permite «passar a uma nova fase, que é a fase também em que a UE está empenhada, e que se traduz numa grande qualidade, numa grande competitividade internacional», para a qual, sustentou, os cientistas portugueses estão perfeitamente habilitados.

«Nós temos muitos, muitos recursos europeus disponíveis a quem souber ir buscá-los, e nós estamos a preparar a nossa ciência portuguesa, e estamos a ajudar a ciência portuguesa e as unidades portuguesas a prepararem-se para irem buscar esses recursos, que são recursos de grande monta. E a qualidade da nossa ciência, a qualidade dos nossos cientistas e das unidades habilita-nos perfeitamente a ser mais agressivos na busca desses recursos europeus», concluiu.