Os alunos que ingressarem em instituições do ensino superior no interior do país e que não sejam naturais da região do estabelecimento em causa, poderão receber uma bolsa de 1500 euros anuais. A medida é avançada ao jornal «Expresso» pelo Ministro da Educação e Ciência, Nuno Crato.

«O programa Mais Superior abrangerá o Norte, centro e Alentejo e prevê a atribuição de mil bolsas de mobilidade, de 1500 euros anuais. Destinam-se a apoiar estudantes de regiões que não a da instituição que pretendem frequentar», explicou Crato.

De acordo com o ministro, o objetivo é combater a desertificação do interior do país e promover as vantagens de uma experiência académica em regiões menos procuradas. Para Crato, este apoio não se relaciona com a qualidade dos cursos.

«Todos os cursos são certificados pela Agência de Avaliação do Ensino Superior. Não estamos a dizer a um estudante: vai para esta escola que é pior do que a outra que tu querias. Estamos a dar um incentivo para que conheça as escolas do interior», acrescentou.

Crato quantificou também as bolsas que vão ser atribuídas no ãmbito do programa «Retomar», que visa o regresso aos estudos de quem deixou cursos a meio.

«No âmbito do programa Retomar, os apoios vão ser de 1200 euros anuais e mais 300 euros para a instituição fazer o acompanhamento individual desses estudantes», clarificou.

Para este programa o governo prevê a atribuição de 3000 bolsas e os candidatos deverão ser desempregados que possam completar o curso até aos 30 anos.