O Ministério da Educação e Ciência (MEC) decidiu avançar com um projeto-piloto destinado a ensinar mandarim aos alunos dos cursos Cientifico-Humanísticos.

Assim, no próximo ano letivo, os estudantes vão poder escolher mandarim “como uma das opções de Língua Estrangeira III na componente de formação geral e/ou componente de formação específica”, lê-se no despacho assinado pelo ministro da Educação na passada terça-feira e publicado em Diário da República (D.R.) no dia seguinte.

O MEC já tinha anunciado a intenção de introduzir esta disciplina nas escolas e falava-se que deveria ficar disponível para cerca de 500 alunos.

O diploma agora publicado diz que as escolas interessadas têm até à próxima terça-feira para apresentar uma proposta à Direção-Geral dos Estabelecimentos Escolares (DGestE) e que, depois, caberá aos serviços do MEC decidir quais os estabelecimentos que irão ter esta oferta.

O projeto-piloto deverá ser implementado nas escolas "distribuídas pelas áreas geográficas correspondentes às unidades orgânicas desconcentradas de âmbito regional da DGestE", define o diploma.

As escolas podem, a título condicional, começar a aceitar matrículas na disciplina, sendo que as turmas de mandarim só podem abrir se tiverem um mínimo de 20 alunos, refere o diploma.

Onde ficam as escolas interessadas em ensinar mandarim

No entanto, 23 escolas querem ensinar mandarim aos seus alunos já no próximo ano letivo, revelou o Ministério da Educação.

“Estão pré-selecionadas 23 escolas distribuídas geograficamente pelo país”, disse à Lusa fonte do gabinete do MEC, sublinhando que “o número final de escolas que vai integrar o projeto está dependente do número de alunos matriculados na referida disciplina de opção”.

Por isso, só depois da conclusão do período de matrículas será possível perceber quantas escolas, turmas e alunos irão existir no primeiro ano.

“As 23 escolas localizam-se nos seguintes concelhos: Évora, Lisboa, Vila Franca Xira, Viseu. Castelo Branco, Almada, Oliveira de Azeméis, Santa Maria da Feira, Coimbra, Aveiro, Braga, Guimarães, Matosinhos, Loulé, Faro, Leiria, Alcobaça e Marinha Grande”.

O despacho assinado por Nuno Crato acrescenta ainda que o projeto-piloto poderá ser alargado a partir do ano letivo de 2016/2017.