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Professores de EVT «procuram» salvação

Docentes vão pedir apoio aos grupos parlamentares para tentar salvar os postos de trabalho

Por: tvi24 / PP  |  31- 10- 2011  13: 24

(Foto Cláudia Lima da Costa)

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Os professores de Educação Visual e Tecnológica vão insistir no pedido de audiência que fizeram em Junho ao ministro da Educação e pedir o apoio dos grupos parlamentares para tentar salvar os postos de trabalho associados à disciplina, escreve a Lusa.

Foi com preocupação, mas sem surpresa que os docentes esta segunda-feira receberam a notícia de que o Governo PSD-CDS tenciona alterar a forma como é ministrada a disciplina - com dois professores por turma -, num contexto de reorganização curricular e de contenção de custos.

Em entrevista ao jornal «Público», o ministro da Educação e Ciência, Nuno Crato, diz que compreende as vantagens de ter dois professores na sala, mas argumenta que o país não está em condições de suportar os custos associados a esta metodologia.

«Estamos em época de pensar se não se deverá separar curricularmente a Educação Visual e a Educação Tecnológica e os professores alternarem a docência», admite Nuno Crato ao jornal.

Contactado pela Lusa, o presidente da Associação dos Professores de Educação Visual e Tecnológica (APEVT), José Alberto Rodrigues, considerou «uma manifesta incongruência do ministro» tais palavras e lamentou que a equipa do ministério ainda não tenha recebido a associação.

«Se o ministro diz que há uma dispersão curricular, como é que acaba com uma disciplina e cria duas?», questiona o professor.

Os professores de EVT manifestaram-se na anterior legislatura frente à Assembleia da República (durante uma audição da então titular da pasta da Educação, Isabel Alçada) contra a intenção do executivo de acabar com o par pedagógico.

A medida foi na altura travada por toda a oposição.

José Rodrigues estima que haja actualmente 10.000 a 12.000 professores de EVT, dos quais apenas 400 contratados, pelo que a medida teria um impacto «muito significativo» se metade dos docentes deixasse de ter trabalho.

Apesar de não saber como tenciona o ministro operacionalizar a mudança agora admitida, o professor defende que não faria sentido uma divisão semestral, «tendo em conta as idades» em causa (crianças do 2.º ciclo).

Os professores de EVT reúnem-se a 15 de Janeiro, num encontro nacional, em Aveiro, onde a questão estará em discussão.

Entretanto, vão sendo as redes sociais o palco para um debate que a mudança de Governo apenas deixou adiado.

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