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Escolas: processo «mal conduzido»

Federação Nacional dos Sindicatos da Educação critica a forma como o Governo actuou

Por: Redacção / PP  |  19- 8- 2010  11: 56

Escola (arquivo)

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Artigo actualizado às 13h56

A Federação Nacional dos Sindicatos da Educação (FNE) criticou, esta quinta-feira, a forma como o Governo conduziu o processo de encerramento das escolas, dizendo que o mal-estar gerado irá marcar pela negativa o ano escolar, escreve a Lusa.

Saiba as escolas que vão fechar

«Esta situação de instabilidade vai marcar negativamente o início do ano lectivo, devido à forma como foi conduzido. Este desrespeito significa uma situação nova, que provoca mal-estar e que poderia ter sido evitado», declarou o secretário-geral da FNE, João Dias da Silva, numa reação à divulgação de uma lista de centenas de escolas que serão encerradas em Setembro próximo, assim como os protestos que a decisão está a gerar entre as autarquias.

A decisão está já a gerar contestação junto de algumas autarquias, segundo revelou a Associação Nacional dos Municípios Portugueses, sustentando que várias câmaras municipais fundamentaram a sua oposição ao encerramento de alguns estabelecimentos de ensino, conforme previsto num protocolo assinado com o ministério da Educação, sem que este organismo tenha alegadamente atendido aos argumentos apresentados.

«O ministério da Educação tem vindo a promover um conjunto de transferências de poder para os municípios. Entendemos que não foi preservado o diálogo com as autarquias, como demonstram os sinais já dados», sublinhou o secretário-geral da FNE.

João Dias da Silva criticou ainda, em declarações à Lusa, o «falhanço» no diálogo do ministério com as famílias, que terão apenas um mês para «organizar a sua vida» em função da nova realidade escolar.

«Prepotência» e «falta de transparência»

A Federação Nacional dos Professores (Fenprof) acusou, entretanto, o Governo de manter a postura do «quero, posso e mando» ao decidir encerrar centenas de escolas, num processo que classifica de «pouco transparente».

«Todo este processo indicia a intenção do Ministério da Educação em transmitir a ideia do quero, posso e mando», considerou o dirigente da Fenprof Mário Nogueira, reagindo à divulgação da lista.

Em declarações à Lusa, Mário Nogueira acusou o Ministério da Educação de estar a proceder a «encerramentos cegos» e a manifestar um «desrespeito absoluto por tudo e todos».

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