Por: Redacção / AM | 20- 5- 2009 15: 23
O pedido suspensão do processo de avaliação do desempenho dos docentes, solicitado pela Plataforma Sindical de Professores,
viu afastada qualquer possibilidade de se concretizar. Jorge Pedreira, secretário de Estado Adjunto e da Educação, afirmou
que esta é uma situação que «está absolutamente fora de causa».
«A suspensão da avaliação está absolutamente fora
de causa», reiterou o governante, após de ter recebido um abaixo-assinado com mais de 40 000 assinaturas por uma delegação
da Plataforma Sindical, em que é pedida a suspensão e uma revisão «efectiva» do Estatuto da Carreira Docente.
Jorge
Pedreira garantiu que as escolas estão a ser apoiadas para concluírem o processo de avaliação de desempenho «com a maior tranquilidade».
Mário
Nogueira, porta-voz da plataforma, considerou que foi politicamente relevante ter sido Jorge Pedreira a receber o documento.
«Do
ponto de vista político tem algum significado termos sido recebido pelo secretário de Estado Adjunto», afirmou o porta-voz
depois do encontro.
Terceiro abaixo-assinado entregue
O secretário de Estado Adjunto e da Educação
afirmou que tem estado «disponível para receber os sindicatos» quando entregam abaixo-assinados.
«Este é pelo menos
o terceiro que recebo», revela Jorge Pedreira, divulgando ainda que, apesar das posições divergentes, o Governo continua empenhado
no processo negocial, acrescentado que já foram apresentadas medidas que irão ser entregues, «em breve», ao sindicato.
No
que diz respeito a estas medidas, o secretário avança que foi «encurtado o período de permanência nos escalões, criados novos
escalões e mais vagas para professor titular». Jorge Pedreira acrescentou ainda que este esforço do Governo «não tem sido
valorizado» pelos sindicatos.
Negociação não está a funcionar
O dirigente da Fenprof reafirmou que
a negociação não está a funcionar, acusando o Governo de fazer apenas pequenos «ajustamentos» que não correspondem às expectativas
dos professores.
«Esta é uma revisão em que o Ministério da Educação está a limitar-se a manter as suas posições»,
disse Mário Nogueira.
O porta-voz da plataforma sindical defende que estas questões devem ser «rapidamente agarradas»,
visto que o ano lectivo está a chegar ao fim e que o facto de não haver mudanças provoca instabilidade nas escolas, num momento
em que os professores devem estar mais concentrados no seu trabalho.
Confrontado com as declarações, Jorge Pedreira
respondeu que «se os sindicatos são eles próprios fonte de instabilidade, acho pouco razoável que depois venham lamentá-la».
No
próximo dia 30 de Maio haverá uma manifestação nacional, em Lisboa, uma paralisação de 90 minutos dia 26, iniciativas promovidas
pela Plataforma Sindical de Professores.
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